Uma última canção

Nunca fui de ter sonhos de consumo, nunca desejei ter TANTO TANTO um carro específico, nunca me apaixonei por uma moto. Mesmo quando moleque, raramente queria o tênis "tal", o relógio "x", sei lá...
Mas sempre há a exceção...
Eu tinha 13 anos, estava aprendendo a tocar violão, a banda de nossa classe no colégio iria participar de um festival e estavam precisando de um baixista, assim eu conheci o instrumento e foi decidi ter meu próprio contra baixo. Vendi minha Caloi Cross e comprei meu primeiro baixo, bem baratinho.
Um dia, não me lembro quando, eu conheci o MusicMan, passei então a ter um sonho de consumo, mais q isso, passei a ter um objetivo, disse pra mim mesmo: "quando eu tiver 21 anos vou ter um contra baixo MusicMan, modelo Sting Ray, preto". estranho marcar uma data dessa forma, mas foi assim.
O tempo foi passando, eu c/ minhas economias troquei meu baixo ruim por um ruim e meio, depois troquei por um nacional muito bom, depois troquei por um importado (ter um instrumento importado nessa época era raridade, ninguém tinha, o mercado de instrumentos no Brasil era muito diferente de hj) e quando eu tinha 21 anos eu finalmente comprei o baixo, do jeito q eu sonhei, do jeito q eu imaginava. Naquele momento, Deus me deu a graça de realizar um sonho de uma adolescência inteira.
Olhei pra ele e com toda verdade do mundo pensei "vc é pra vida toda".
Mas o tempo foi passando e os arranjos do Rosa começaram a pedir um baixo de 5 cordas, eu relutava, a galera cobrava e eu pensei em ter um 5 cordas qualquer p/ os shows enquanto ficava c/ o outro comigo, pensei em ter dois baixos.
Em setembro, numa viagem q fiz p/ os EUA (veja a foto aí mais pra baixo) surgiu na minha frente um MusicMan preto, Sting Ray, igual ao meu, porem 5 cordas, numa oportunidade imperdível. Falei:´"É agora". passei o cartão de credito e trouxe o menino pra casa.
Estou muito feliz e satisfeito c/ essa aquisição, o baixo é lindo, tem um sonzão, fiz um ótimo negócio e não estou arrependido, mas, para cobrir essa despesa, tive q vender o meu bom e velho 4 cordas, mesmo pq não faz o menor sentido ter 2 baixos caros para 1 ficar parado.
Depois de me acompanhar por 14 anos, mais de 10 Halleis, rodar o Brasil comigo, quase congelar no Paraná, quase derreter em Manaus e continuar lindo, depois de ter gravado Sangria no CD Diante da Cruz e ter de repeti-la sabe Deus quantas vezes na vida, depois de inúmeras "Do Alto da Pedra", de mais de duas centenas de "Obrigado Por Estar Aqui" entre shows e ensaios, chegou a hora de nos despedirmos.
Me convenci (pelo menos tentei) de q na vida é preciso ser desapegado e por uma boa quantia entreguei o "Excalibur" (foi o nome q eu dei a ele quando o comprei) para seu novo dono, desejando q esse novo dono (q já se apaixonou pelo instrumento) seja tão feliz como eu tenho sido, q o instrumento carregue consigo um pouco das imensas bênçãos q eu recebi enquanto eu o empunhava.
Bom, acho q isso é tudo q eu tinha pra dizer.
E assim termina mais uma história de amor...



Escrito por Rogério Feltrin às 01h17
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História boa de se contar

Estava eu, passenado c/ minha esposa em Monte Verde - MG, quando resolvemos dar uma volta de carro p/ conhecer o centrinho onde fica a igreja, o mercadinho, etc.
De repente veio a lembrança em minha cabeça de q uma semana antes eu havia enviado uma camiseta do Rosa p/ lá, então eu disse: "Em algum lugar por aqui existe uma camiseta nossa". Minha esposa imediatamente respondeu: "Bom, então acho q sua camiseta está atravessando a rua". Do outro lado da calçada estava o Tony, vestindo uma camiseta do Casa dos Espelhos e seu amigo Fabrício. Encostei o carro perto dele, fiz uma brincadeira e foi assim q eu os conheci.
Na noite seguinte fui ao restaurante onde eles tocavam e entre vários sucessos do rock e do pop eles cantaram Apenas Uma Canção de Amor.
Valeu pela amizade Tony, segue abaixo a foto q a gente tirou na tarde q nos conhecemos.
Deus te abençoe




Escrito por Rogério Feltrin às 02h06
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Nossa tropa de Elite

Imagens exclusivas do treinamento da equipe do Rosa de Saron feitas c/ uma camera escondida.



Escrito por Rogério Feltrin às 23h09
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Todo mundo posando pro retrato

Dando sequência a essa coisa de "foto de galera", segue uma tirada no dia da gravação do Arena do Som, na TV Séc. 21.
Da esquerda pra direita (calma, calma, calma... não vou citar o nome de todos) é assim:
A galera das cordas, a banda e os backings.
Mais fácil, né?



Escrito por Rogério Feltrin às 01h44
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Rogério Feltrin nasceu em Campinas-SP, em 1972, e é formado em Publicidade e Propaganda. Ainda pré-adolescente, descobriu o que realmente ama fazer: música. Já no primário, ingressou na fanfarra do Colégio Salesiano, onde estudou. Poucos anos depois, fundou com um grupo de amigos a banda Rosa de Saron.
É autor e co-autor de inúmeras canções da banda.
“ Rock, Fé e Poesia. 20 anos de Rosa de Saron narrados através de
suas músicas” é seu primeiro livro, lançado em 2008, em comemoração
pelos 20 anos de hist ória da banda.




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